Comer-Reblogar-Durmir
terça-feira, 11 de junho de 2013
“Ei, se lembra de mim? Impossível não lembrar. Afinal, foi tudo tão real, tão intenso. Sou aquela garota, aquela que costumava dizer que nunca iria amar alguém como te amava. Se lembra? E cara, ela dizia a verdade. Sou aquela que você costumava passar horas no telefone contando piadas sem graça. Aquela que um dia você disse amar. Aquela que tinha vergonha de te olhar nos olhos, simplesmente por não se sentir boa o suficiente pra você. Sou aquela que passou noites em claro só pensando na hipótese de viver sem você. E de certa forma ela tinha razão, viver sem você não ta sendo fácil. Sou aquela que te amou com todas as forças. Aquela que mesmo depois de todo esse tempo, ainda te ama como na primeira vez, como no primeiro beijo. Aquela que te guarda no coração, na esperança de te reencontrar e poder te dizer o quanto ela ainda quer te amar.”
“Me deixa ser quem faz o laço da gravata do mordomo que te serve o jantar. Me deixa ser o suporte que segura a tela plana da sua sala no lugar. Me deixa usar o pé pra equilibrar aquela mesa bamba que você aposentou há mais de um mês. Me deixa ser a sua estátua de jardim, o seu cabide de casacos, só não me tira de vez da sua casa. Eu posso ser a empregada da empregada da empregada da empregada do seu tio. Me deixa ser o seu pingüim de geladeira, eu fico uma semana inteira sem mexer. Me deixa ser o passarinho do relógio que de hora em hora pode aparecer, pra eu te ver. Me deixa ser quem passa a calça que você precisa usar no seu jantar à luz de velas com alguém. Me deixa ser quem deixa vocês dois de carro em um restaurante caro, só não deixa eu ser ninguém na sua vida.”
— Qualquer Negócio (Clarice Falcão)
terça-feira, 4 de junho de 2013
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